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Os adoçantes de baixo valor calórico começaram a ser utilizados através de recomendações médicas específicas. No entanto, com a popularidade do produto, ele passou a ser utilizado universalmente, sem nenhum cuidado ou orientação profissional.
Com o texto abaixo você será capaz de escolher qual adoçante é ideal para o seu perfil. Portadores de diabetes tipo 1, mulheres grávidas e crianças devem receber informações do seu médico a respeito de qual adoçante dietético utilizar.
Adoçante Dietético
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), adoçantes são produtos especificamente formulados para conferir sabor doce aos alimentos e bebidas, sendo a sacarose (açúcar de cana) o principal exemplo. Já os adoçantes dietéticos, eles são constituídos a partir de edulcorantes que conferem doçura sem possuir sacarose na composição, uma vez que são elaborados para atender às necessidades de pessoas com restrição de carboidratos simples (diabéticos).
EDULCORANTES NATURAIS
Esteviosídeo - é extraído das folhas da stevia rebaudiana bertoni, também chamada erva-doce. É 300 vezes mais doce que o açúcar de cana. Pode ser considerado como edulcorante não calórico, não metabolizável, não tóxico, não fermentável, pode ir ao fogo para o preparo de alimentos.
Sorbitol - é uma substância natural, presente em várias frutas, como ameixa, cereja, maçã e pêssego. Fornece 4 calorias por grama mas, em contrapartida, é absorvido mais lentamente. Pessoas diabéticas podem usá-lo, sendo que também pode ser levado ao fogo.
Manitol - extraído de vegetais e algas marinhas, apresenta poder adoçante 45% menor em relação à sacarose. Tem o mesmo valor calórico que o açúcar. Pode ir ao fogo.
Frutose - extraída das frutas e mel. É 173 vezes mais doce do que a sacarose. Apresenta 4 Kcal/g e provoca cáries. As pessoas diabéticas devem utilizá-la com moderação. Pode ir ao fogo.
EDULCORANTES ARTIFICIAIS
Sacarina - é cerca de 300 a 700 vezes mais doce que a sacarose. Apresenta gosto residual amargo, em altas concentrações. Pode ir ao fogo.
Ciclamato - é uma substância não calórica, aproximadamente 40 vezes mais doce que o açúcar, tendo um sabor muito próximo a este. Mantém-se inalterado durante prolongados períodos de cocção. Seu poder edulcorante é bem menor do que o de outros edulcorantes de baixa caloria. Desta forma, uma maior quantidade deve ser empregada para se alcançar o mesmo efeito. Deve ser consumido com moderação pelas pessoas com hipertensão arterial, pois contém sódio.
Acesulfame-K - o poder adoçante é 180 - 200 vezes maior do que o da sacarose. A doçura não diminui com o aumento da temperatura, como acontece com outros edulcorantes artificiais. Trata-se de um edulcorante não calórico.
Aspartame - é 150 - 200 vezes mais doce que o açúcar, permitindo significativa redução calórica nos alimentos. A estabilidade do aspartame diminui com o aumento da temperatura. Para o preparo de produtos que serão pouco aquecidos, como gelatinas, pudins, achocolatados e recheios de bolos, não há qualquer perda perceptível de poder adoçante. Não deixa sabor residual amargo e não é calórico. Não pode ser usado por pessoas portadores de fenilcetonúria (doença genética rara que atinge 1/1000 indivíduos).
Embora algumas pessoas apontem para riscos do uso do aspartame, no funcionamento normal do cérebro e na internet existam muitas historias a este respeito, centenas de trabalhos científicos descartam estes riscos e não existe nenhum fundamento científico de que isto ocorra nas pessoas normais, mesmo naquelas que o vem usando há mais de 15 anos.
Sucralose: ela é 600 vezes mais doce do que a sacarose. É altamente estável em temperaturas elevadas, podendo ser usada em produtos esterilizados, UHT, pasteurizados e assados. Além disso, é possível sua utilização em gelatinas e pudim em pó, sucos, compotas de frutas e adoçantes de mesa. Não tem nenhum valor calórico, nem poder de ganho de peso, uma vez que, embora obtido a partir do açúcar de cana, não é absorvido pelo tubo digestivo.
Valor diário máximo recomendado (OMS)
Edulcorante
Limite (mg/Kg)
Acesulfatame-K
15 mg por quilo de peso
Aspartame
40 mg por quilo de peso
Ciclamato
11 mg por quilo de peso
Frutose
não existe limite
Sacarina
5 mg por quilo de peso
Stévia
5,5 mg por quilo de peso
Manitol, Sorbitol .
15 mg por quilo de peso
É bom lembrar que existem produtos dietéticos que não contém sacarose ou glicose, porém são calóricos e podem conter altas doses de gordura.
De acordo com as Diretrizes de Rotulagem e Propaganda de Alimentos e Bebidas Dietéticas, um produto deve ser definido como "diet" quando não contém algum nutriente para uma finalidade especial, como o açúcar, no caso do diabético.
Um alimento pode ser denominado light, quando um nutriente que faz parte de sua composição é reduzido em pelo menos 25% em sua concentração.
Para emagrecimento e também para a melhoria da qualidade de sua alimentação, quando o problema de diabetes não se apresenta, a melhor opção são os produtos light, desde que o nutriente em menor quantidade seja a gordura.
Algumas dicas para consumir adoçantes:
* Evite ingerir um excesso de produtos dietéticos (gelatinas, pudins, refrigerantes).
* Consuma diferentes tipos de adoçantes (num sistema de rodízio), inclusive os que são novos no mercado, desde que autorizados pela legislação, assim você diminuirá o risco de ingerir uma grande quantidade de um só tipo. Se for possível, utilize-os combinados, pois assim eles adquirem maior poder adoçante, o que permite reduzir a quantidade utilizada.
* Evite usar aspartame em alimentos quentes, porque além de haver uma perda da doçura.
* O uso de adoçante dietético para crianças obesas ou com diabetes, deve ser feito com moderação.
* Lembre-se de que todo excesso traz prejuízos à saúde. Assim, adoçantes dietéticos não fogem à regra e, portanto, devem ser consumidos com moderação.
Karina Biasi Pereira Leite
Nutricionista
CRN 12601
Atualizado em 14/12/2008
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