Encontrar a doença antes dos sintomas - Exames das Carótidas

 As alterações nos vasos, que vão provocar a doença ou os sintomas da doença, começam bem antes do primeiro sintoma, em geral, anos antes.

Pelo menos metade das pessoas que tem um infarto, já apresentam outras placas nos vasos do coração, além daquela que provocou o infarto. Essas placas crescem ao longo dos anos, as vezes lentamente, as vezes em saltos. Existem exames que podem detectar essas placas, mesmo pequenas, e indicam uma tendência do indivíduo a ter problemas sérios de saúde.

Dentre eles, o exame com Doppler das carótidas é um dos melhores. É rápido, indolor e pode ser feito em várias clínicas da cidade. Ele mostra  o espessamento do vaso, no caso a artéria carótida comum, espessamento esse que pode ser usado com referência de doença ou risco aumentado de doenças vasculares. Quem tem o espessamento da artéria superior a 1 milímetro, e menos de 65 anos, pode ter até 6 vezes mais risco de Infarto ou AVC (Derrame). Casos assim, podem necessitar de um controle ainda mais rigoroso do colesterol, pressão arterial e peso corporal.

Em alguns casos, são encontradas placas de gordura nas carótidas, lesões já formadas e prontas para romperem , podendo ficar ainda maiores ou soltando coágulos de sangue na circulação e que podem obstruir outros vasos.

O que muda?

Pacientes com história na família de Infarto, por exemplo. Muitas vezes procuram o cardiologista para prevenirem um problema que poderá acontecer em 5, 10 anos.Com frequencia, têm exames de sangue normais para a idade, mas o exame das carótidas poderá mostrar alterações que indiquem mudanças na dieta e a prática de exercícios, ou até mesmo, remédios.

Outro exemplo. Pacientes diabéticos têm mais chance de doenças cardíacas ou AVC. Podemos encontrar placas nas carótidas mesmo em indivíduos com 50 anos ou menos.

Finalizando, a decisão de pedir o exame é sempre do médico, ele deve analisar a necessidade real do método. Mas uma boa idéia é chegar antes da doença!

dr-jose-roberto-souzaDr. José Roberto Matos Souza

Cardiologista da UNICAMP  e da Clínica LOEMA - Medicina e Bem-Estar.

Pesquisador do LIMED - Laboratório de Investigação em Metabolismo e Diabetes da UNICAMP.

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Insulina Humana

A insulina humana (NPH e Regular) utilizada no tratamento de diabetes atualmente é desenvolvida em laboratório, a partir da tecnologia de DNA recombinante. A insulina chamada de ‘regular’ é idêntica à humana na sua estrutura. Já a NPH é associada a duas substâncias (protamina e o zinco) que promovem um efeito mais prolongado.

Análogo de Insulina

Um análogo de insulina é uma forma alterada de insulina, diferente de qualquer que ocorrem na natureza, mas ainda está disponível para o corpo humano para executar a mesma acção de insulina humana em termos de controle glicêmico.

Canetas Descartáveis

As canetas descartáveis, já vem carregadas com insulina e ao terminar seu uso são dispensadas e pega-se uma nova caneta, dispensa portanto a troca de refis, tornando o uso ainda mais simples.

Canetas Reutilizáveis

As canetas podem ser reutilizáveis, e que se compra o refil de 3 mL de insulina para se carregar na caneta. Neste caso é importante observar que as canetas são específicas para cada fabricante de refil.