O hipertireoidismo é uma alteração em que os níveis de produção do hormônio tireoideano encontram-se aumentados de 5 a 15 vezes em comparação aos níveis de um indivíduo normal. Na maioria dos pacientes com hipertireoidismo, é notável o aumento de duas a três vezes no tamanho da tireóide, com multiplicação das células que compõem a tireóide Os pacientes relatam sintomas como suor excessivo, perda de peso, fraqueza muscular e tremor nas mãos.

A exoftalmia é outro sinal presente nessa doença e se caracteriza pela protusão dos globos oculares (olhos saltados) que pode levar, em casos extremos, à lesão do nervo ótico causando cegueira. Comumente ocorre lesão da córnea (estrutura que reveste o olho), pois as pálpebras não conseguem se fechar por completo ao piscar ou dormir. Isso deixa a córnea seca, irritada e, com freqüência, infectada.

A principal causa de hipertireoidismo é a doença de Graves. Ela é uma enfermidade autoimune, ou seja, causada pelo sistema imune do próprio paciente. Por alguma razão, não se sabe muito ao certo, o sistema de defesa começa e enxergar a tireóide como um organismo perigoso e passa a produzir anticorpos para a destruição da tireóide (TSAb). No entanto é aqui que o "tiro sai pela culatra". Os anticorpos, ao invés de destruir a tireóide, começam a estimular ainda mais a tireóide, causando o hiperireoidismo.

O diagnóstico pode ser feito facilmente com a dosagem dos hormônios TSH (se encontram diminuídos) T3 e T4 (aumentados). Já o tratamento pode ser medicamentoso com drogas que regulam a tireóide (propiltiouracil) ou com iodo radioativo. Atualmente o tratamento com iodo é considerado muito eficaz, pois elimina as células produtoras de T3 e T4, deixando o paciente com hipotireoidismo. Porém o hipotireoidismo é muito mais fácil de ser controlado com medicamentos (levotiroxina). QUALQUER SINTOMA SUSPEITO PROCURE SEU MÉDICO.

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