Obesidade e Perda Urinária

Segundo o Ministério da Saúde, 13% da população brasileira é obesa (12,4% dos homens e 13,6% das mulheres). Nos Estados Unidos, 50% das mulheres têm sobrepeso com Índice de Massa Corpórea (IMC) maior que 25 Kg/m2 ou são obesas (IMC > 30kg/m2).  A prevalência da obesidade nesse país tem aumentado 6% ao ano, provocando gastos que chegam a 100 bilhões de dólares anuais.

A perda urinária afeta 50% das mulheres acima dos 40 anos e causa constrangimento e desconforto. Assim, muitos pacientes podem apresentar problemas no convívio social: vergonha, depressão e isolamento.

Inúmeros estudos demonstram a associação entre altos índices de massa corpórea e incontinência urinária. A incidência de perda urinária aumente cerca de 10% para cada 1 Kg/m2 de  aumento no IMC. Esta associação entre aumento de peso e perda urinária é verificada em todos os tipos de incontinência, ou seja: incontinência por esforço (quando a pessoa tosse, espirra ou faz algum esforço), urgeincontinência (perda de urina após desejo inadiável de urinar), mista (combinação das duas anteriores) e bexiga hiperativa (idas frequentes ao banheiro, urgência e incontinência).

Por isso, uma das formas de evitar o problema é o controle da obesidade. A perda de peso diminui drasticamente os índices de incontinência, passando de 61% para 12% em mulheres que estabilizaram seu peso 2 a 5 anos após cirurgia bariátrica.

Além disso, manter uma alimentação saudável e o peso adequado pode evitar muitas outras doenças, e contribui também para sua qualidade de vida como um todo. Mesmo assim, lembre-se: ao perceber algum indício de incontinência procure seu médico.

Dr. Aguinaldo César Nardi
Urologista
Presidente Eleito da Sociedade Brasileira de Urologia