Adaptando um texto da UNICAMP para a alarmante realidade das terapias antienvelhecimento, modulação hormonal, dos hormônios bioidênticos e do uso de esteroides anabolizantes e similares em fitness

As pseudociências — crenças que reivindicam, de modo ilegítimo, o mesmo grau de confiabilidade das ciências— podem prejudicar, de modo perverso, a saúde da população.

Profissionais não especialistas, para conquistar clientes, fama e dinheiro, copiando espertos que ganham mais ainda para inventar e ensinar a má prática na saúde, articulam-se para tirar proveito do baixo conhecimento que a população tem de como a ciência é feita, e também do grande nível de desinformação presente no meio virtual.

Essa tática em geral vem acompanhada de linguagem rebuscada, frases de efeito e uma retórica que, direta ou indiretamente, acusa os críticos de serem parte de alguma grande conspiração, envolvendo indústria farmacêutica e médicos que chamam de retrógrados e não evoluídos.

Como, ao contrário da ciência legítima, pseudociências não têm compromisso com a realidade, elas se moldam com facilidade às preferências do público e ao espírito dos tempos. Isso as torna atraentes. As terapias antienvelhecimento, a modulação hormonal, os hormônios chamados bioidênticos e o uso de esteroides anabolizantes e similares em fitness são os maiores e mais atuais exemplos dessa panaceia não científica e antiética aplicada à população desinformada que teme envelhecer de forma saudável e quer ser eternamente sarada e viril.

Escapar dessa atração pode não ser fácil, mas é cada vez mais necessário, pelo bem e pela saúde da nossa sociedade.


Adaptado por Clayton Macedo – doutor em Endocrinologia Clínica e especialista em Medicina do Esporte, do texto excelente escrito por Marcelo Knobel - reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Carlos Orsi - jornalista e diretor do Instituto Questão de Ciência, disponível na forma original dos autores no link: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2019/01/16/alerta-maximo-contra-pseudociencias


Informe-se:

Acesse o programa #BombaTôFora no link: https://www.facebook.com/bombatofora/

Página dos Endocrinologistas de Caxias do Sul no link: https://www.facebook.com/endocrinologistascaxiasdosul/

Sites da SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia: https://www.endocrino.org.br/alerta-sbem-nao-existe-especialista-em-modulacao-hormonal/

ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia: http://abran.org.br/2018/03/04/posicionamento-sobre-a-modulacao-hormonal/

SBU – Sociedade Brasileira de Urologia: http://portaldaurologia.org.br/medicos/destaque-sbu/nota-oficial/

FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/647-posicao-da-febrasgo-referente-ao-julgamento-da-segunda-turma-do-tribunal-regional-federal-da-5-regiao-sobre-o-tratamento-de-modulacao-hormonal-para-o-antienvelhecimento?fbclid=IwAR1SdDtS0Gc54BcCYcPXLFD4JWjRU5aLbObcP9leATsLIzbKgqYRR6nb4Z0

CFM – Conselho Federal de Medicina: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&id=23324.