Novos resultados com o uso do pâncreas artificial

Novos resultados com o uso do pâncreas artificial

A comunidade médica internacional recebeu há poucos dias a noticia de que Elle, uma adolescente com diabetes tipo 1, participou de uma experiencia no Massachusetts General Hospital de Boston, com um pâncreas artificial. Durante 3 dias o aparelho manteve o controle da sua glicose sangüínea praticamente normal, mesmo com uma alimentação irrestrita. A mãe de Elle revelou que, mesmo alimentando-se de hambúrguer, batatas-fritas e espaguete, os níveis de glicose não se alteraram. Em condições normais os alimentos citados elevam muito o nível de açúcar no sangue.

O pâncreas artificial é um pequeno aparelho que pode ser preso ao cinto da calça ou carregado no bolso. O dispositivo tem 2 pequenas peças que são colocadas sob a pele, uma para detectar os níveis de glicose e outra para infundir os hormônios insulina e glucagon. O glucagon serve para elevar os níveis de açúcar quando estes estão muito baixos. No experimento de Elle, o pâncreas artificial foi acoplado a um pequeno computador (laptop), porém no futuro ele poderá ser conectado a um aparelho de telefone celular do tipo smartphone. O computador serve para ajustar a glicose sangüínea a cada 5 minutos, através de algoritmos pré-programados que detectam a velocidade com que a glicose sobe o desce no sangue, fazendo assim os ajustes necessários através da infusão de insulina ou glucagon.

Por enquanto o FDA, agencia que regula os alimentos e medicações nos Estados Unidos, só permite experimentos com o pâncreas artificial em ambiente hospitalar. Após 3 dias, Elle teve que deixar o hospital e voltar ao seu tratamento habitual com múltiplas injeções de insulina ao dia. Segundo o órgão americano, o uso do pâncreas artificial fora do hospital ainda pode trazer sérios problemas de segurança, que em breve tendem a ser sanados.

O próximo passo será a instalação do dispositivo em crianças participantes de um acampamento de verão para diabéticos, em 2013. Espera-se que em poucos anos mais diabéticos poderão se beneficiar da nova tecnologia.

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