Porque os transplantes de ilhotas falharam?

No país que lançou para o mundo, com o protocolo de Edmond, a esperança de que o transplante de ilhotas poderia ser uma das saídas para o tratamento do diabetes de tipo 1, a conferência com o título acima, não contava com muita gente na platéia nesta manha de quarta feira no congresso do IDF 2009.

Com sucesso terapêutico de mais de 90% no primeiro ano para menos de 5% em 5 anos, resultados desanimadores causados, segundo a conferencista R. Hull dos USA, por: diminuição da vascularização das ilhotas, toxicidade das drogas imunossupressoras e pela formação e deposição de Amilóide.

Em todos modelos animais, a deposição de amilóide ocorre antes da recorrência da hiperglicemia e esta sempre relacionada ao insucesso do graft. Aumento de apoptose foi vista também em alguns estudos.

Camilo Ricordi, outro palestrante desta mesa sobre transplante de ilhotas, nos comentários colocou que, na sua opinião, este não e o mais importante fator no insucesso terapêutico a longo prazo e sim os outros motivos listados acima, sendo a resistência a insulina induzida pelos imunossupressores o mais importante.

No final que realmente importa, para quem é um clinico como eu e que tem que responder a pergunta dos pais: “doutor e o transplante de ilhotas, quando e que meu filho vai poder fazê-lo?” é de que – o transplante de ilhota continua sendo um tratamento experimental e que tão cedo não será a saída para os nossos pacientes.

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