Sobre as controvérsias da Rosiglitazona

Sobre as controvérsias da Rosiglitazona

rosiglitazonaO Dr Amélio de Godoy colocou muito bem as conclusões sobre o estudo BARI2D, apresentados no congresso da ADA pelo Dr. Richard Bach, que mostraram segundo ele que o grupo tratado com rosiglitazona apresentou  uma diminuição de desfechos compostos de Morte/Infarto do miocárdio/AVC, menos AVC, menos morte em geral e menos infarto ainda que houvesse redução de risco de ICC quando a rosiglitazona foi associada a metformina.

Isto parece mudar o panorama para a Rosiglitazona que após as meta-análises de Nissen colocaram as TZDs e principalmente a Rosiglitazona no “banco dos réus”, porém como dr Amélio frisa na sua analise, existem evidencias contraditórias em relação as TZDs e estamos todos aguardando que a FDA proximamente se pronuncie a respeito da segurança desta droga.

Alem disso embora possa ser tranqüilizadora as conclusões do ponto de vista cardiovascular, para aqueles que julgam as analises de Nissen incorretas, resta o aumento de Risco de fratura de 60% no grupo tratado com TZDs e não somente no grupo das mulheres e que ocorre não só em estremidades mas também em colo de fêmur.

Embora eu não conheça os mecanismos de decisão do FDA, o meu palpite, é que ele vai determinar uma nova mudança na bula das TZDs, frizando o aumento de risco de fraturas e recomedando que seja usado com cuidado naqueles pacientes, homens e mulheres com risco aumentado de desenvolver osteoporese. Alem disso não creio que as restrições ao uso da rosiglitazona em pacientes com risco CV aumentado sejam retiradas.

Resta a ultima grande pergunta, nesta reunião de julho deste ano, a FDA decidirá pela retirada da rosiglitazona no mercado americano, ou a manterá com as restrições citadas. Creio que apos o BARI2D a sua vida foi alongada, e embora persistam muitas dúvidas a seu respeito, ela continuará no mercado.

Quem viver, verá.

Por Dr Walter Minicucci

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